Sem identidade, inorgânico, solidão entre multidões de desamados irmãos. Lili dos cabelos compridos e amarelos me lembra das princesas que lia na infância. Os olhos amendoados acostumados ao descaso, era bem a terceira vez este ano que cumpria aquele ritual de passagem. Gostou de mim, bem o sei. Foi recíproco. Davi dos dedos queimados pelo fogo, a urgência de possuir a si através da fumaça expelida junto com a alma. Mas por que alguém amável se destrói por tão pouco? O que nos leva ali? O quanto de humanidade desolada há de comum entre nós, entrenós tão distantes, tão parentes de espírito? As vozes na cabeça reproduzidas por todo o espaço. Não vou deixar ninguém dormir, não vou deixar ninguém dormir, não havia mais sombras, nada de medos, pois já somos nós as próprias sobras. [Segundo Cláudia M. Pereira, de acordo com Marc Augé, todo e qualquer espaço que sirva apenas como espaço de transição e com o qual não criemos qualquer tipo de relação é um não-lugar. "O não-lug...
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