A polpa do Vento


A folhinha vadiando sob o zelo macio do vento
O seu viço, minha alegria!

Gotículas de Sol se chocam e esculpem
A cor sua da fertilidade
Com toda Graça e Sublimeza

Enquanto,
Toco a minha vibrante alma por todo pedaço de Existência que,
Atravessa o barulhento silêncio da minha
Eu rujo com mudez
Meu corpo se tenciona todo
Minha pele se eriça
E a face se encrispa

Toda a minha alma dilatada

Toda a minha vida toda ali

Toda a minha vida toda aqui

Enquanto confio esse Doce e Inefável segredo
Com todos os Seres
Com todas as Coisas
Com todo o......
Universo! É isso.

Eu, ínfimo, mas Infinito
Quer dizer,
Nós, Imensuravelmente Imensuráveis...

Não.

Não há
Não,
Distinção

Afonso Teixeira

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