Ninguém nunca me disse que seria fácil encarar a vida - a vida real, onde há responsabilidades, onde há consequências, onde há amadurecimento, aprendizados, lições de resignação e, principalmente, empatia. Ainda há uma barreira de orgulho que não sei como atravessar - ainda, mas ainda um dia acaba. Não sei como reconstruir essas pontes - na verdade, eu talvez até saiba, mas não encontrei forças o suficiente para dar outros passos além dos primeiros. Eu ainda percebo o medo e a mágoa se confundirem e até me distanciar para encontrar o ponto exato de reconfiguração de estar presente, estar ciente, estar atenta o tempo todo, eu fico na calçada, esperando que todos os carros passem e nisso a travessia se delonga - será que eu ainda tenho tempo? Eu busco uma perfeição que me cabe porque sei que é importante mudar e melhorar, para mim e para os outros. Mas muitas vezes eu não ajo o suficiente. Eu te compreendo e dou razão, eu não posso me vestir de arrogância e acreditar que minhas convicções são as corretas. Depois de tudo que construímos ao longo desses três anos de convivência diária, eu aprendi a compreender tanta coisa e tantos sinais e manifestações de afeto. Perdoe a minha insegurança. Eu vou crescer.



Hoje corremos o mundo, corremos toda a eternidade juntas, corremos nossos cansaços e fomos além de nós. Porque juntas somos todo o nosso poema de afeto e amizade jurados pelas ações que nos enriquecem qualquer laço, sem distanciamento de almas, eu estou aqui por você e você está aqui por mim. Nossos passos nos fazem voar. Eu corri o melhor de mim.

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