Eu e meu cavalo a caminho de casa²
Não pretendo começar esta poesia com beleza, antes, com a grosseira e delicada, inexorável, crueza da vida.
Mas sem muita garantia, é bem capaz, não duvido, que eu deslize numa inefável fantasia....:
Do relincho estridente do meu fiel e senil cavalo
O forte rugido do seu peito metálico
Galopamos imprudentemente
Sobre um fulgor intenso
Na verdade, é como uma substância que nos envolve mais o vento
Um mergulho profundo
Abissal sentimento
Eclodindo veemente
Neste momento
Peito.
Entre e além tudo, desprovidos do nada .....
Num turbilhão de alegria e contentamento ....
Tristeza e estranhamento, ao cume....
Seguimos
Ao Destino
Muitas vezes com um arteiro medo à galope
Não obstante,
sempre com a coragem
Voamos entre gigantes de concreto e aço
Esmagados pelo tempo e pelo espaço
Numa invejável ferocidade
Fluindo entre os vazios ao largo
Tecendo perigosos caminhos
Quase pisoteados, às vezes atordoados
Com os bruscos avisos de crime
Irresponsável guia, Eu
Guiado pela mais excêntrica euforia
Em confusa ressonância,
Até a última partícula
Minha
dissonante insolente
No meio do tão caótico desassossego
desta cidade que,
De acordo com a universal escala
Brada por sublime e consonante harmonia
-- Quanto barulho, em pó, imagens confusas, luzes, eu distorcido
Ai, me entorpeço mais um pouco a contra gosto
ve
za
le
Toda essa me d
e
s
f
a
z
Um sentir triunfante porém
a beira
do ...
.. :
....
.....ROCINANTE!
Ao infinito do breve momento!!!
Aponto ao meu companheiro, à direção mesma em que meu sóbrio peito apontava
...
Eu sei, demorei a segui-lo, foi necessário...
Agora, me reconcilio com a minha tranquilidade, harmônia e,
A pesada consciência e responsabilidade que ainda tarda
De toda, TODA gravidade e beleza
Da Vida
Afonso Teixeira
Não pretendo começar esta poesia com beleza, antes, com a grosseira e delicada, inexorável, crueza da vida.
Mas sem muita garantia, é bem capaz, não duvido, que eu deslize numa inefável fantasia....:
Do relincho estridente do meu fiel e senil cavalo
O forte rugido do seu peito metálico
Galopamos imprudentemente
Sobre um fulgor intenso
Na verdade, é como uma substância que nos envolve mais o vento
Um mergulho profundo
Abissal sentimento
Eclodindo veemente
Neste momento
Peito.
Entre e além tudo, desprovidos do nada .....
Num turbilhão de alegria e contentamento ....
Tristeza e estranhamento, ao cume....
Seguimos
Ao Destino
Muitas vezes com um arteiro medo à galope
Não obstante,
sempre com a coragem
Voamos entre gigantes de concreto e aço
Esmagados pelo tempo e pelo espaço
Numa invejável ferocidade
Fluindo entre os vazios ao largo
Tecendo perigosos caminhos
Quase pisoteados, às vezes atordoados
Com os bruscos avisos de crime
Irresponsável guia, Eu
Guiado pela mais excêntrica euforia
Em confusa ressonância,
Até a última partícula
Minha
dissonante insolente
No meio do tão caótico desassossego
desta cidade que,
De acordo com a universal escala
Brada por sublime e consonante harmonia
-- Quanto barulho, em pó, imagens confusas, luzes, eu distorcido
Ai, me entorpeço mais um pouco a contra gosto
ve
za
le
Toda essa me d
e
s
f
a
z
Um sentir triunfante porém
a beira
do ...
.. :
....
.....ROCINANTE!
Ao infinito do breve momento!!!
Aponto ao meu companheiro, à direção mesma em que meu sóbrio peito apontava
...
Eu sei, demorei a segui-lo, foi necessário...
Agora, me reconcilio com a minha tranquilidade, harmônia e,
A pesada consciência e responsabilidade que ainda tarda
De toda, TODA gravidade e beleza
Da Vida
Afonso Teixeira
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